Música e literatura no IRB

Banda Ínsula/Foto Helder Tavares


A universalização da música é a base do trabalho desenvolvido pela Banda Ínsula, que se apresenta no próximo domingo(03), às 15h, no projeto Acordes para o Museu, no Instituto Ricardo Brennand. A iniciativa, além de levar ao público visitante música de qualidade, made in Pernambuco, tem por objetivo propor um diálogo entre as mais diversas manifestações artísticas da cidade do Recife e do acervo de mais de cinco mil obras de arte em exposição no complexo cultural, na Várzea.

Com pouco mais de um ano de formação e um nome diferente que "traduzido" significa a parte do cérebro que controla as dependências e que tem haver com os cinco sentidos, o grupo veio para quebrar regras e democratizar a idéia de que a música é universal.

Os seis integrantes da banda composta por Bel Viana (Baixista e voz), pelos jornalistas Juliano Muta ( voz e violão) e Leonardo Vila Nova(percursão e voz), os historiadores Luiz Carlos Ribeiro(percussão e voz) e Demóstenes Cavalcanti (Trompete, cavaquinho e voz) e o universitário Manoel Cunha (bateria),fazem pesquisa musical há muito tempo e tentam, através de seu som, aguçar as pessoas a perceberem as inúmeras sensações que a música pode trazer.

Depois de passar um ano ensaiando em estúdio o grupo teve o primeiro contato com o público em março deste ano. Como não poderia ser diferente o repertório do grupo é eclético e eles ousam ao utilizar a literatura em suas composições e mesclar Beatles e Luiz Gonzaga, além de tocar hits de Moreira da Silva, Tom Zé e The Doors.

A música "Pecado Acesso Claro" é um exemplo da presença da literatura nas composições do grupo. A letra da canção é do poeta Miró e foi musicada pelo violinista e cantor da banda Juliano Muta. Na canção "Falsas Premissas", o trecho "Algumas mulheres pensam que um carro resolve tudo, depois ficam grávidas sem carona", também é de Miró. Outra composição que foi "beber" de fontes literárias é " Átema por encanto", de Juliano Muta e Pedro Saldanha. A canção tem por base o livro " Água Viva" de Clarice Lispector.

SERVIÇO:
Acordes para o Museu
Quando: neste domingo, às 15h.
Onde: Instituto Ricardo Brennand – Engenho São João, S/N, na Várzea. (Alameda Antônio Brennand- - Continuação da rua Professor Luiz Freire, próximo ao CEFET)
Aberto de Terça a Domingo, das 13h às 17h.
Entrada: R$ 5,00 (Inteira), R$ 2,00 (Meia). As terças-feiras a entrada é gratuita.
Informações: (81) 2121-0352

Da Assessoria de Imprensa/SL Comunicação & Marketing