Patrimônio cultural ganha voz em encontro que reuniu artistas, comunicadores e líderes da economia criativa no Recife
| Ricardo Coller recebe a comenda das mãos do presidente da ABCCRIM, Cristiano Carrilho - Foto Fábio Hatsune |
A defesa da memória e da identidade pernambucana foi o tema central de uma tarde marcada por reflexões, homenagens e encontros inspiradores na Livraria Jardim, no Recife. O encerramento do 1º Seminário Pernambucano pela Defesa do Patrimônio Cultural reuniu representantes de diversos segmentos artísticos e culturais, consolidando um movimento em favor da preservação das riquezas históricas e imateriais do Estado.
Promovido pela Associação Brasileira de Ciências Criminais (ABCCRIM), sob a coordenação do presidente da entidade, Cristiano Carrilho, e realizado em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o seminário reforçou a importância de unir instituições, artistas e agentes culturais em torno da valorização do patrimônio pernambucano.
O evento contou com a presença de nomes consagrados da cultura local, a exemplo do ator Aramis Trindade, dos cantores Nonô Germano, Nena Queiroga e Mônica Feijó, além da comunicadora Eliana Victório. Cada um deles trouxe contribuições sobre a necessidade de preservar tradições, manifestações populares e espaços que ajudam a contar a história de Pernambuco.
Entre os destaques da programação esteve a participação do empresário Ricardo Coller (foto), reconhecido por sua atuação na promoção de eventos e projetos voltados à moda, ao empreendedorismo e à economia criativa. Ao lado do estilista Jan Souza, Coller reforçou o papel da criatividade como ferramenta de valorização cultural, destacando como a moda, o design e os eventos podem funcionar como importantes instrumentos de preservação da identidade regional e de fortalecimento das cadeias produtivas ligadas à cultura.
A diversidade de temas e linguagens artísticas deu o tom do encontro. Debates sobre cinema, fotografia, literatura, gastronomia, artes visuais, moda e comunicação mostraram que a preservação do patrimônio cultural ultrapassa os limites dos monumentos históricos e envolve também saberes, tradições, manifestações populares e expressões criativas que moldam a identidade do povo pernambucano.
A transversalidade foi uma das marcas da iniciativa. Em um ambiente de diálogo e troca de experiências, artistas, produtores culturais, comunicadores e representantes da sociedade civil compartilharam visões sobre os desafios e as oportunidades para manter viva a memória coletiva de Pernambuco.
Ao conduzir os trabalhos do seminário, Cristiano Carrilho destacou a importância da mobilização permanente em defesa dos bens materiais e imateriais que compõem a identidade pernambucana. A iniciativa consolidou-se como um espaço de diálogo entre diferentes setores da cultura, fortalecendo a compreensão de que preservar o patrimônio é também proteger a história, a memória e o futuro de Pernambuco.
Encerrando o seminário, uma mensagem sintetizou o espírito do encontro: preservar o patrimônio cultural significa garantir que as futuras gerações conheçam suas origens e compreendam a trajetória que construiu a riqueza cultural do Estado. Uma missão que, segundo os participantes, depende do compromisso conjunto entre poder público, instituições e sociedade.